Está na hora de dividir as tarefas domésticas

Por Brenda Fucuta  |  Noticias  |  1 Comentário

No Brasil, as mulheres trabalham 5 horas semanais a mais do que os homens, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Por mais incrível que pareça, a carga excessiva da dupla jornada feminina tem aumentado em vez de diminuir ao longo da última década. Traduzindo: as mulheres ainda continuam sendo mais responsáveis por cozinhar, lavar, passar e varrer do que seus maridos. Sendo mães, imagina-se que o trabalho doméstico aumente.

Diante desse dado, o site mulheresincriveis.org, em parceria com o Instituto Qualibest, promoveu uma pesquisa para mapear o sentimento das mulheres que são mães diante da dupla jornada. Queríamos também medir o quanto a visão das mães brasileiras sobre elas mesmas tinha mudado de uma geração para outra.

Foram entrevistadas mais de 1300 mães de todas as classes sociais, faixas etárias e regiões do país. Por meio de questões de múltiplas escolhas num questionário online, a maior parte delas declarou ter de um a dois filhos (81%). A amostra, que privilegiou mães de 25 a 44 anos (mais de 60% do total de entrevistadas), revelou que elas têm filhos bebês, crianças e adolescentes.

As brasileiras vêm preferindo ter poucos filhos há algum tempo. Numa das maiores revoluções demográficas do planeta, elas protagonizaram uma assombrosa queda da taxa
de fecundidade: de 6 filhos, nos anos 60, para menos de 2 filhos nos dias de hoje, média de países de primeiro mundo, como o Canadá e os Estados Unidos. Essa mudança levará o país à estabilização da população já nas próximas décadas.

Mesmo com poucos filhos, as mulheres da pesquisa mostraram que o exercício da maternidade no Brasil é cansativo e cheio de preocupações e insatisfações. Um ponto importante levantado pelo estudo: embora difícil, a mística em torno da maternidade e do papel sagrado de mãe se mantêm. A maioria concorda com a afirmação “o amor dos filhos compensa quase tudo” e diz que “não voltaria atrás se pudesse escolher não ser mães”. Elas consideram mais importante criar vínculo e cumplicidade com seus filhos, por exemplo, do que conquistar seu respeito ou criá-los independentes para o mundo. Isso reflete as relações afetuosas que caracterizam os brasileiros, segundo análise da QualiBest.

A pesquisa completa está no pdf que você pode baixar gratuitamente aqui.
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Para acompanhar as reportagens sobre a pesquisa, num trabalho de divulgação feito pelas agências RLC Comunicação e Ideias e Circular, clique nos links.
ago
09
2016
  1. ELISA  20/01/2017 - 18:02

    amei o blog

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