“As mulheres precisam assumir cargos de decisão nas empresas”

Por Brenda Fucuta  |  Carreira e Dinheiro, Entrevistas  |  0 Comentários
 Daqui, de São Paulo, eu e a repórter Sarah Uska no Skype. De um quarto de hotel de Cidade da Guatemala, antes de sair para sua primeira reunião, a engenheira civil Margaret Groff, 57 anos. Diretora financeira da binacional Itaipu, funcionária de carreira, Margaret é uma das maiores executivas do país. A Itaipu tem um faturamento de 4 bilhões de dólares e é uma das 500 maiores do país, segundo o ranking da revista Exame. “Lá, sou poderosa mesmo e os homens têm medo de mim”, brinca ela. “Primeiro, porque tenho este jeito afirmativo. Depois, porque a equidade de gênero está no meu DNA. E, terceiro, que diretor financeiro não seria poderoso numa empresa deste tamanho?”

Margaret foi uma das cinco lideranças empresariais e a primeira brasileira a receber o prêmio Oslo Business for Peace Award 2013, considerada a maior forma de reconhecimento de líderes de negócios por seus esforços na promoção da paz nas relações entre empresas e sociedade. Ela também criou o prêmio Weps Brasil, da Itaipu, no ano passado, que se inspira nos princípios para o empoderamento das mulheres da ONU e destaca as empresas brasileiras que trabalham pela equidade de gênero (as inscrições para o prêmio estão abertas, confira em www.premiowepsbrasil.org.). Nessa conversa com Sarah e comigo, ela conta que, como manobra tática para ascender na empresa, chegou a mudar de área.

 

Diretora financeira da Itaipu: Margaret Groff

Diretora financeira da Itaipu: Margaret Groff

Por que você precisou mudar de área para ser promovida?

Eu tinha muitos anos de gerência, estava pronta para crescer, mas não crescia. No momento em que houve a possibilidade de assumir uma superintendência, apesar de ser qualificada, fui preterida por um homem. Estamos falando de uma empresa predominantemente masculina, com muitos engenheiros. Percebi que precisava mudar de estratégia para conseguir ser promovida. Pouco tempo depois, engravidei e, durante a licença maternidade, resolvi que o melhor a fazer era mudar de área, sair da área técnica e ir para finanças. Foi o que eu fiz. Recuei, voltei atrás e fui para a área financeira, começar tudo de novo. Hoje, tenho certeza que foi o movimento correto. As mulheres precisam estar em cargos de decisão e a área financeira é muito importante nas empresas.

 

Mudar de área é uma manobra que você indica?

Talvez, se a mulher se encontra numa situação parecida com a que eu me encontrava. Não gosto de dar conselho, mas acho que quando a gente tem filhos costuma precisar de um pouco de sossego, de mudar o ritmo de trabalho. Não quero dizer parar de trabalhar, isso não. As mulheres precisam saber que dá para fazer carreira numa empresa e ter filhos também. Eu tive o meu primeiro filho aos 35 anos (Margaret tem dois, já na faculdade) e queria muito, achava importante para eu me sentir realizada. Mas não basta mudar de área. Veja, eu mudei para o financeiro e me preparei bastante para o passo seguinte. E uma das coisas que fiz foi me “candidatar” ao cargo que queria na época. Era 2003 e havia a vaga de superintendente do Fundo de Pensão da Itaipu (a previdência privada dos funcionários da empresa). Eu era bem tímida, mas percebi que, se não tomasse providências, se não pedisse para os amigos e aliados que me apoiassem, não iria chegar lá. Então, aprendi a ser cara de pau (rsrs). Deixei muito claro que queria aquela posição específica. Se não tivesse feito isso, é possível que não tivessem me considerado. Valeu a pena, acho que fiz uma boa gestão. Tanto que, três ou quatro anos depois, assumi a diretoria financeira da empresa.

Agora, você está num cargo muito importante na Itaipu. Qual o próximo passo? Tem vontade de ser CEO?
Eu adoro o que faço, adoro trabalhar, sou muito ativa. E não tem por que mentir, claro que todo mundo, em algum momento, pensa em ser CEO. Mas a carreira executiva não deixa tempo para mais nada. Então, quando penso nos próximos passos, fico mais inclinada a me imaginar num Conselho.

Como começou a se interessar pelo assunto equidade de gênero?

Mesmo sem saber o que estava fazendo direito, minha mãe sempre nos criou de maneira igual. Meus irmãos costuravam, cozinhavam, lavavam roupa. Eu e minha irmã tirávamos leite também. A gente morava num sítio e não tinha divisão de tarefas por ser homem ou mulher. Então, acho que, mesmo sem saber, acabei olhando as coisas com esta ótica de equidade. Mas só comecei a militar mesmo (rsrs) quando o atual presidente, Jorge Samek, assumiu e implantou uma gestão inovadora com foco nas minorias e na meritocracia. Foi criado um programa de equidade de gênero e eu me envolvi muito.

O que mudou na empresa?

Com o programa, fizemos um diagnóstico das principais dificuldades das mulheres no trabalho e criamos direcionamentos. Foi quando adotamos o horário móvel e a permissão de acompanhar os filhos em consultas médicas sem que o dia seja descontado. Alguns trabalhos exclusivamente masculinos passaram a ser ocupados também por mulheres, como operador e segurança. Nessas áreas, para você ter uma ideia, nem existia banheiro feminino. Em 2003, apenas 10% delas estavam em cargos de gerência e direção. Hoje, temos 21, 22% e a meta é de 30% em 2020. É ambiciosa, apenas 16% dos funcionários da Itaipu são mulheres. Mas vamos chegar lá.

O que você recomendaria para outras empresas conseguirem dobrar a liderança feminina?

Primeiro, colocar mulheres em alguns cargos de destaque: conselho, diretoria e cargos técnicos também. Devemos estar presentes em todas as áreas, mesmo nas predominantemente masculinas. Depois, investir na capacitação e na formação de todos, homens e mulheres. Toda empresa depende das visões masculina e feminina em todas as áreas para evoluir, senão ela fica estagnada e perde muito do seu potencial. Quando há mulheres nos cargos de liderança, as outras a sua volta se espelham e se empoderam também, uma coisa vai puxando a outra. Outra coisa é o engajamento da direção. Um programa de equidade tem que ter uma estratégia escrita nas diretrizes da empresa, um compromisso da alta administração. Falar de discriminação é difícil, as pessoas não gostam de ouvir, de admitir que existe.

O que você acha que ainda impede as mulheres de chegar ao topo?

Temos que melhorar muito a gestão das empresas na questão do gênero, temos muito discurso e pouca ação. E eu acredito muito que as empresas podem protagonizar este movimento de empoderar mulheres. O principal ponto é a falta de oportunidade. As mulheres são preteridas, isso precisa ser alterado. A gravidez ainda é encarada como um problema em certas empresas. Por isso, acho tão importante que a gente não perca o vínculo com a empresa durante a gravidez. Imagino que as novas gerações vão lidar com isso de forma mais fácil. Os homens mais jovens já estão reconhecendo que têm de assumir mais responsabilidades com a família.

Você se considera feminista?

Não. Não acho que precisamos ser feministas para lutar pela equidade, não somos iguais aos homens, somos diferentes e viva a diversidade! Temos que trazer os homens junto.

Mas ser feminista não significa excluir os homens, significa? Não é só uma forma de lutar pela igualdade de oportunidades?

Sim, tem muitas mulheres que não se dão conta da necessidade de lutar pela equidade. Eu também não me dava conta, mas agora percebo que o fato de estar num cargo financeiro, um cargo influente, significa muito para as outras mulheres. Insisto que as mulheres precisam ocupar cargos de decisão, porque na hora de decidir por um candidato a tendência, quando temos homens, é de chamar só homens para ocupar as vagas. Acabei de voltar de uma reunião da ONU, por exemplo, uma reunião sobre sustentabilidade. À mesa, 2 mulheres e 20 homens. Por quê? Temos que mudar esse modelo.

out
14
2015

O Brasil vai para o divã falar de empregadas e patroas

Por Brenda Fucuta  |  Entrevistas, Família  |  0 Comentários

Nos últimos 50 anos, as mulheres fizeram uma revolução silenciosa no país. Entraram em massa no mercado de trabalho, passaram a estudar mais do que os homens, redesenharam a família brasileira, agora sem crianças ou com apenas um ou dois filhos (nos anos 60, eram 6 filhos por casal!) Esta revolução foi suportada por outras mulheres, as empregadas domésticas.

É comum que uma executiva bem sucedida lembre de citar as empregadas domésticas como personagens fundamentais na construção de sua carreira. Ninguém, no Brasil, que tem mais de 6 milhões de empregados domésticos (mais de 90%, mulheres), se espanta com o fato. O que talvez explique por que o país esteja passando por uma sessão de terapia com o filme Que horas ela volta? da cineasta Anna Muylaert, que conta a história de Val, empregada doméstica de uma família de classe média alta de São Paulo e mãe de Jéssica, estudante de arquitetura. A imagem do país em terapia é da própria Anna, cineasta e roteirista (É Proibido Fumar, Durval Discos, O Ano em que meus pais saíram de férias), que falou para o blog sobre a delicada e complexa relação entre empregadas e patroas.

A cineasta Anna Muylaert dá voz às invisíveis

A cineasta Anna Muylaert:  voz às invisíveis

Sem a figura da empregada doméstica no Brasil, haveria como inserir tantas mulheres no mercado trabalho?

Olha, eu acho que esta questão ainda não está solucionada. Eu, por exemplo, a solução que encontrei foi me dedicar à profissão de roteirista para conseguir ficar por perto dos filhos no almoço, jantar, levar à aula etc… Acho que a convivência com os filhos é um dos grandes tesouros, senão o maior tesouro, que a vida nos dá. E é provisório, porque eles vão embora. Quis ter a certeza de que fiquei com eles e me dediquei. Mas, mesmo optando por um trabalho mais flexível, na maior parte do tempo tive uma empregada me ajudando com a comida e com a casa. Haveria outra maneira? No Brasil, raramente o homem está por perto quando o assunto é cuidar de criança. Se o homem fosse mais responsável, mais presente, talvez a figura da empregada não fosse tão importante. Mas, em alguns casos, como dizia uma amiga, a empregada torna-se o marido!

O trabalho doméstico tão barato e ainda acessível está retardando o “despertar para a autonomia” dos brasileiros de classe média?

Sem dúvida. Eu quase sempre tive empregada e é claro que é muito mais fácil arrumar a bagunça da crianca do que ensiná-la a arrumar. Então, se a empregada está ali, a criança provavelmente vai ser uma preguiçosa. E o adolescente idem. Na minha própria adolescência foi assim. Sempre tivemos empregada e sempre fui uma inútil. Só descobri que não sabia fazer nada quando fui morar seis meses na Europa e percebi que precisava aprender a cuidar de mim mesma. Quando vivemos sem o auxílio de empregada, a criança fica muito mais participativa, consciente e esperta.

Antes dessa crise, previa-se que a mão de obra doméstica ficaria cara e rara, restrita aos ricos. O que você acha dessa perspectiva?

Eu espero que seja verdadeira; tenho muito apreço pela cultura oriental, onde o cuidar de si mesmo é parte fundamental da ideia de maturidade. Ter empregada pode parecer confortável mas, na verdade, distancia a pessoa de sua própria vida. Além disso, acho que eu e todos nós desejamos que o Brasil venha a ser uma nação democrática socialmente, sem tanta desigualdade e separatismo social. Em pleno século XXI, com a internet democratizando a informação e os contatos, urge que façamos um upgrade nesse sistema. Ele não pertence mais ao presente. Estamos anacrônicos.

A Jessica, filha da Val, mostra uma ruptura histórica na relação entre a atitude servil da empregada doméstica de sua mãe e a geração Y, que conseguiu chegar à faculdade. O que ela ensina para a nossa classe média?

Não sei o que ela ensina, mas sei que sua atitude de respeito por si própria faz com que o mundo seja um lugar mais amplo e menos dolorido.

Por que fazer esse filme? O que ele mudou na sua vida e na vida de sua família?

Estamos discutindo todos esses assuntos quase que diariamente e acho que meus filhos ficaram mais dispostos a ajudar em casa. Na verdade, bem mais (rsrs). Eles me ouvem falando que o adolescente brasileiro pensa que vive num hotel e acho que, atualmente, não querem que eu pense isso deles… A verdade é que eu trabalhei muitos anos nesse filme. Por causa da profundidade do tema, sempre soube que seria meu trabalho mais importante. Tenho enfrentado guerras que nunca tinha enfrentado antes e, ao mesmo tempo, recebido uma impressionante chuva de amor.

Que guerras?

Tenho encontrado muita gente emocionada, meninas que se vêem na Jessica, mulheres que se vêem na Val… Tenho a impressão de que o filme está colocando o país em terapia. Voltando à pergunta anterior, discutir esse filme quase todos os dias está me ajudando a perceber e a desarmar o jogo de preconceito que todos temos. Tenho tentado ter o cuidado de cumprimentar as pessoas que fazem trabalhos domésticos, os garçons também…. Aquelas pessoas que ficaram invisíveis, como móveis de um lugar. Hoje, faço questão de perceber a presença de todos.

Com mais de 60% de empregadas domésticas sendo negras, por que você optou por uma atriz branca? 

Ela seria negra, mas Regina Casé (protagonista do filme) roubou o papel! Por outro lado, não acho que a Regina seja branca. Pra mim, ela tem um sincretismo da raças brasileiras. É branca, negra e também índia. Também a Jessica era negra. Mas eu queria falar de classismo e não de racismo. E se elas fossem negras, o debate inevitavelmente seria em torno da questão do racismo. Eu acho o classismo mais perverso.

out
04
2015

Menos é mais! Ou o que o Kung Fu tem a ver com a vida corporativa ?

Por Brenda Fucuta  |  Carreira e Dinheiro, Entrevistas  |  3 Comentários

Parece lenda, mas pode ser que não seja. No século 18, uma chinesa, Yim Ving Tsun, teria desenvolvido por conta própria um sistema de Kung Fu, a antiqüíssima arte marcial asiática que mais parece dança do que luta. Este sistema ficou conhecido como Ving Tsun e sobreviveu dentro de clãs exclusivos chineses até o século 20. Atualmente, o Ving Tsun tem sido recomendado pelos seus adeptos como um instrumento de inteligência estratégica para ser usado, inclusive, na vida corporativa. “O Ving Tsun é o esforço sem desperdício. O mundo corporativo precisa disso agora. As mulheres, principalmente”, diz a empresária Cristina de Azevedo, praticante do sistema há catorze anos.

Cris é uma leitora do blog. Quando me contou, por email, da sua experiência como executiva, empreendedora e, depois, professora de arte marcial, fiquei curiosa. Fui encontrá-la numa casa de chá em Pinheiros, São Paulo, e conversamos por mais de seis horas. Dias depois, nos vimos de novo na Casa dos Discípulos, sobrado no bairro do Brooklin,  que abriga as atividades do clã Moy Yat Sang, liderado pelo mestre Leo Imamura. Cris falou de uma de suas missões: divulgar, para as mulheres, o Sistema Ving Tsun numa versão facilitada para ocidentais.

De executiva a tutora de kung fu: a experiência de Cris de Azevedo Foto:  Washington Fonseca

De executiva a tutora de kung fu: a experiência de Cris de Azevedo
Foto: Washington Fonseca

Como uma arte marcial serve para desenvolver a inteligência estratégica ?

A arte marcial nos apresenta situações únicas que funcionam como metáfora das relações no nosso dia-a-dia. É o conceito que chamamos de Vida Kung Fu. Não é uma técnica, mas o desenvolvimento de uma consciência que se cria para ler e lidar com o mundo. Por isso, falamos de inteligência estratégica. Para mim, faz todo o sentido aplicá-lo para configurar cenários, desenhar processos, utilizar o recurso do adversário a meu favor, como agir diante de um desafio, por exemplo. Com o Ving Tsun, aprendi a ser mais estratégica, a me relacionar melhor com o outro e a antecipar movimentos. Também se aprende a ter uma vida mais simples e a entender que, muitas vezes, o menos é mais. Não é disso tudo que falamos quando estamos na gestão de uma empresa?

Você me contou que enxerga nesse sistema uma maneira de ajudar as mulheres. Como é isso?

As mulheres, especialmente, estão preocupadas em encontrar um novo equilíbrio de vida, principalmente quando o assunto é conciliar os múltiplos papéis que necessitam ou desejam assumir. Para mim, o “empoderamento” das mulheres está num reordenamento das prioridades. O que é urgente ou realmente importante? Só assim, conseguiremos aumentar a margem de segurança nas decisões que tomamos. Outra coisa que o sistema faz é atuar para que a gente consiga construir um ambiente positivo, acolhedor e mais tranquilo para a resolução dos problemas.

Na prática, como funciona?

O sistema é uma experiência corporal, tutelada, traduzida por movimentos de luta. São lutas virtuais, que nos ajudam a simular os combates reais da vida, que exigem respostas imediatas para desafios e problemas. Então, ao simular, podemos obter respostas melhores e mais inteligentes na vida real.

Por que você acredita que isso influencia numa vida mais simples?

Porque as lutas também são um processo de autoconhecimento. Elas são simbólicas e também refletem as lutas que travamos com a gente mesma. Temos a possibilidade de nos liberarmos de crenças e camadas inúteis que atrapalham nosso desenvolvimento pessoal e podermos viver melhor nossas vidas, com mais simplicidade e de maneira mais sábia. Diz-se que coração da criança recém-nascida é um coração puro e descontaminado de julgamentos. Para os chineses, o ideograma que significa “criança” é igual ao ideograma que significa um “ser sábio”. No meu caso, fui em busca de tirar minhas camadas excessivamente masculinas, e  sigo me liberando de outras para desenvolver melhor minha inteligência estratégica e humanidade.

O que você chama de “camadas masculinas” tem a ver com sua experiência como executiva na empresa do seu pai?

Eu tive muita sorte de ser criada por um pai empreendedor, pioneiro e inovador. Para ele não havia distinção em relação ao potencial entre seus filhos homens e eu, sua única filha mulher. De alguma maneira, meu pai intuiu que criar os filhos de jeito desigual, só por causa do gênero, era uma bobagem. Além disso, sou da geração das mulheres que viraram executivas de empresas e não questionaram muito sobre o assunto. Para mim, por muito tempo, o poder estava em me comunicar de uma forma dura e  masculinizada, fazendo muito esforço, o que é um equívoco. Depois que saí da empresa da minha família, me dediquei ao meu filho, Bruno, hoje com 24 anos. Abri e vendi um negócio de catering, com massas coloridas artesanais, e entrei num sabático. Foi quando procurei pelo mestre Leo Imamura. “O que você veio buscar?”, foi a primeira pergunta dele. Respondi que queria me reencontrar com “meu feminino”. Loucura, né ? Procurar minha natureza feminina justo numa academia de luta?  Mas, surpreendentemente, ele me disse que eu estava no lugar certo e que a arte do Ving Tsun, que havia sido fundada por uma mulher, poderia me ajudar. Foi assim que ingressei no Kung Fu há catorze anos e minha primeira prática foi o Ving Tsun Experience, uma versão mais compacta do sistema original. Hoje, sou tutora desta arte. Se tudo correr bem, espero receber o título de Mestra de Ving Tsun Kung Fu.

Quem quiser entrar em contato com a Cris: crisdeazevedo@hotmail.com e  http://www.desenvolvimentopessoal-vte.com/

set
28
2015
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